
Na entrada de Castro, uma bota vermelha gigantesca me aguardava com sua torre de casa! Será que estava no lugar certo? Será que um duende viria me recepcionar? Mas um bocadinho pra frente, encontrei um moinho pequenino, que contraste. Bota gigante, moinho pequeno! Hum... Estava sentindo cheiro de histórias!


A cidade de Castro/Pr fez parte da Rota dos Tropeiros. Ela mantém o Museu dos Tropeiros e lá eu soube que esses homens valentes eram muito supersticiosos. Eles tinham medo de saci, curupira, mula sem cabeça e de tudo quanto era criatura considerada encantada! Esta eu não sabia!

Nossa teve tanta história: A casa da Sinhá, a fazenda Capão Alto com a figura do seo João (um senhor que relatou a história da fazenda, seu glamour e abandono), nos mostrou um pinheiro caído a há 50 anos e que deve ter cerca de 500 anos. Olhe a largura da raiz na foto! Ainda vimos um de pé, majestoso com seus 200 anos!


Tinha até peixe fora d'água, sapo fora do rio(desconfiei que era um príncipe esperando um beijo para quebrar o encanto!) e serpente enorme pronta para abocanhar os desavisados!



Esqueci de contar que em Castro tem uma colônia holandesa. Assistimos a final da Copa do Mundo em pleno reduto alaranjado! Foi muito divertido vê-los torcer, embora eles não tenham levado a taça. Nessa colônia há um grande moinho, no qual podemos entrar e ver seu funcionamento. Na recepção, tive uma supresa! Um outro senhor, sabido que só, mas de nome difícil de pronunciar e ainda mais de escrever. Ele fez uma mágica. Com um simples girar de manivela fez aparecer uma simpática música "feita" com papéis furados! É verdade!
Foi uma viagem especial!Lembrei de uma frase que fala mais ou menos assim, que às vezes não é necessário grande viagens, mas sim novos olhares. Pra fechar com chave de outro, ainda levei um "sacode"! (rs) Desde que me hospedei na pousada fiquei "intrigada" com a dedicação da moça que nos atendia. Sempre muito gentil,entusiasmada, mesmo tocando o estabelecimento sozinha. Admirava-me aquela moça tão jovem e tão envolvida com o seu trabalho. Foi na hora da despedida que entendi o por quê. Aquela pousada era a realização de seu sonho. Agora não vem ao caso descrever nossa conversa e os pormenores, mas sai dali com a sensação que precisava cuidar dos meus sonhos, principalmente, da realização deles. E você está cuidando do seu?